Por que um clube de assinatura (Parte 1)

Por que um clube de assinatura (Parte 1)

Provocar novas sensações, apresentar novas realidades e conjecturar novas perspectivas. Esse é o grande objetivo da Escotilha NS.

Por meio da ficção especulativa, acreditamos que seja possível estimular uma sociedade e torna-la mais engajada a partir dessas experiências. E, claro, o livro é o grande instrumento para isso.

No entanto, o nicho da ficção especulativa não é, digamos, o mais valorizado em termos acadêmicos ou de prestígio, embora isso venha mudando nos últimos tempos — ainda bem! Ainda assim, em um ramo feito de apostas que demoram a se pagar, como é o mercado editorial brasileiro, fica muito mais difícil arriscar em publicações cujo retorno é mais lento quando se tem uma crise lhe atormentando.

Essa crise do mercado editorial, que fechou livrarias, endividou casas publicadoras e cancelou ou adiou investimentos, só dificultou a viabilização de edições desse tipo de livro, ainda mais da maneira como os editores a idealizam e da maneira como os leitores a desejam (para resumir em um termo, desgraçadoras de mentes).

Para contribuir com a mudança de panorama da ficção especulativa no Brasil, pensamos em diversos projetos que pudessem ser sustentáveis e bacanas. Paramos para buscar maneiras de inserir você, leitor, no processo, abrir um canal de diálogo e, enfim, viabilizar projetos incríveis, com a qualidade que sempre sonhamos e publicando aquilo que sempre desejamos, mas que nem sempre é possível levar para o mercado tradicional, ainda mais quando ele está tão debilitado como agora.

Chegamos a anunciar a estreia da nossa nova plataforma no contexto do financiamento coletivo. O engajamento nessas campanhas é fenomenal e realmente queríamos conversar com esse público. Porém, no meio do caminho, surgiu a oportunidade de resgatar uma outra ideia que estava na mesa: a do modelo de clube de assinatura.

E se pudéssemos reunir uma comunidade ainda mais duradoura do que no financiamento? E se pudéssemos publicar mais livros em menos tempo? Ou então pensar na experiência do início ao fim, do site à caixa e de volta ao site? Esse modelo nos ajudaria a ir mais longe e, talvez, em menos tempo, sem comprometer os ideais do projeto — e sem impedir experiências em outros formatos no futuro. Por isso, antecipamos nossos planos e optamos por transformar a primeira ativação da Escotilha em um clube de assinatura.

Na semana que vem, continuamos essa conversa. Não deixe de passar por aqui e faça já o pré-cadastro para garantir a sua primeira caixa-preta com 10% de desconto. Contamos com você para escrever esse novo momento da história da ficção especulativa no Brasil!